segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Hard Work - Trabalhando pesado na Australia

Na vida de qualquer pessoa que se aventura a morar fora, o trabalho eh sempre a parte mais dificil. Pra quem esta acostumado trabalhar arrumadinha, salto alto, sentadinha numa bela mesa de escritorio cheia de papeis e alguns penduricalhos, pegando fretado, horas de transito, e usando muito a cabeca, derrepente tem que se deparar com 'hard work' no sentido mais cru da palavra. Lavar louca, muita louca, limpar chao, limpar banheiro, arrumar muuuitas camas, fazer tudo o que te de dinheiro, e de certa forma, um dinheiro bem consideravel.

Aqui trabalhei em um restaurante, limpando, lavando, fazendo sanduiche, vendendo frango a doidadoooo, no outro era peixe, fritava, vendia cru, cozido, assado !!! O Ro ia me buscar no trabalho e me deu um apelido bem carinhoso: Sushi. Afinal, eu era o proprio peixe depois do trabalho.

Trabalhei tambem num hotel mal assombrado, literalmente.
Lindo, nao tem o que falar, mas que tem fantasma, ah isso tem, da uma olhadinha no site do QStation.
Trabalhei la primeiro como cleaner (faxineira mesmo) de area publica, depois fui ser Housekeeping (camareira), foi um periodo bem dificil viu !!! Tive minha fase boa tambem, trabalhei tambem em uma agencia de turismo voltada para estudantes, a mesma que vim pra ca, Information Planet, como website coordinator, mas foi bem no meu comeco de australia, infelizmente meu ingles nao me permitiu seguir o projeto pois a fase que estavamos no site, realmente precisava de um ingles muito bom, mas gracas a Deus nesse periodo consegui evoluir bem meu ingles, minha chefe era uma australiana otima, sempre me ajudando.


Temos que fazer de tudo aqui, mas compensa, posso garantir !!

Sera que consigo atualizar voces??

Mais de um ano se passou, muita coisa aconteceu, nem sei como vou conseguir lembrar das coisas que aconteceram. Como o Rodrigo diz, eu adoro uma planilha, entao vou fazer topicos aqui do aconteceu, fica mais facil de lembrar, e depois mais facil de escrever:
  • Trabalho
  • Estudos
  • Minhas casas (isso mesmo, mais de uma...rss)
  • Meu casamento
  • Meu primeiro ano novo na Australia
  • Viagens na Australia
  • Viagem para Indonesia
  • Amigos, jantares, passeios

Fui tentando lembrar das minhas fotos, pra lembrar dos topicos, fotos sao mesmo tudo neh?

Bom, vamos ver se consigo, nessa vida doida de quem mora aqui, atualizar voces de tudo.

Beijo grande !!!!

sábado, 8 de agosto de 2009

Que relaxo !!!!

Meu Deus, o Rodrigo chegou e eu larguei o blog COMPLETAMENTE.
Muito mais de um ano se passou sem eu escrever absolutamente nada.
Vou tentar voltar a postar aqui e TENTAR fazer um resumo desse periodo.
Sorry guys.

Um beijo

terça-feira, 22 de abril de 2008

22/04/08

Fiquei muito tempo sem escrever, mas é que realmente não tem acontecido nada de bom pra contar pra vocês (até agora). Minha vida se resume a escola-casa e casa-escola. Isso não tem graça contar pra ninguém.
Ando tão sentimental que ando chorando na rua de bobeira. Os sentimentos aqui triplicam. Quem ta aí no Brasil não entende o que se passa aqui. Todo mundo pensa que só é curtição, vida mansa, baladas, festas, e que no meio disso tudo a gente perde todos os sentimentos. Mas na verdade é totalmente o contrario. Tudo que é a gente sente aqui é muito mais forte, muito mais forte mesmo. Estou sem internet em casa, meu celular quebrou, não consigo ligar pra casa, e isso tudo me deixa muito triste. Acordo super cedo pra ir pra escola e usar a internet deles, pra poder falar minha família e o Ro e quando não encontro algum deles, fico muito mal.
O Ro sempre recebe minhas mensagens pelo celular, mas o pessoal de casa não. Mas mesmo assim (isso vocês não sabem) eu mando mensagem todos os dias para os três celulares de casa. Eu sei que eles não estão recebendo, mas não posso desistir, vai que uma delas chega né?!?!?!
Agora ontem e hoje ta tudo muito diferente. O Ro ta vindo, embarcou ontem as 2 horas no horário daqui. Não consegui dormir de domingo pra segunda (o dia do embarque). Acordei mega cedo, sai de casa na maior chuva pra correr pra escola e tentar falar com ele antes de ele embarcar. Cheguei tão rápido lá que a escola ainda estava fechada, fiquei lá na porta esperando ela abrir e quando isso aconteceu corri pro computador. Conectei e ele não estava on line. No caminho da escola tinha tentado ligar, mandar mensagem, mas não sabia se ele estava recebendo exatamente pq meu celular quebrou. Falei com as meninas e elas ligaram na casa dele, e a mãe dele disse que ele tinha saído pra comprar umas coisas de ultima hora. Esperei uma hora conectada até o inicio da aula, e ele não entrou. Chorei esta hora inteira, de tanta ansiedade e saudade. Fui pra aula e não conseguia parar de chorar, até que ele me ligou, consegui falar com ele graças a Deus o que me deixou mais tranqüila.
Ele embarcou e agora está a caminho.
Agora estou sem conseguir dormir também, pensando que ele está chegando. Tudo que eu olho, cada onda, cada paisagem, cada lugar, penso nele, no quanto ele vai curtir estar aqui.
Agora são 11:15 da manhã, estou em casa e contando as horas pra ele chegar. Essa hora ele deve em Dubai, se preparando pra embarcar pra Sydney.
Ele vai chegar aqui amanhã as 6 da manhã. Faltam 18 horas pra eu ver meu amor. Vão ser às 18 horas mais longas da minha vida.

sábado, 5 de abril de 2008

29/03/08

São 22 horas, acabei de voltar do meu segundo dia de trabalho, hoje já cheguei lá sem me impressionar muito com as coisas. Hoje tinham outras pessoas trabalhando além da Mayara e do Steven, estavam a Lucy uma australiana, e um outro indiano que não sei o nome. Alguns minutos depois, saíram todos menos a Mayara, e chegou outra australiana, a Rachel. Foi mais tranqüilo hoje, fiquei mais tempo dentro da cozinha lavando as coisas, mas também recebi bastante ajuda da Rachel, que também me explicava com bastante calma o que deveria fazer, e sempre fazia uma vez primeiro pra eu ver como era.
Algumas vezes eu via as unhas das meninas aqui e pensava, nossa que relaxo, unha sem fazer, tudo feia. Agora eu entendi porque: quebrei todas as unhas, não consigo manter nem base na unha com tanta coisa pra limpar. Volto pra casa num cheiro de gordura que mesmo depois de tomar banho parece que o cheiro ainda me persegue. A roupa chega parecendo tão suja que só vendo.
Agora só trabalho segunda, quarta e sexta. Ainda da tempo de arrumar outro emprego para os outros dias.

27/03/08

Hoje consegui uma entrevista em um restaurante, aqui na esquina da minha atual casa, em Collaroy. A gerente é uma brasileira de 18 anos que já esta aqui a 1 ano. O nome do restaurante é “O Galo”. A primeira vista era de uma lanchonetezinha agradável que vendia lanches, uns tipos de saladas, peixes e frango. Conversei com a gerente alguns detalhes do trabalho, e na hora já passei pro outro lado do balcão pra começar a trabalhar, pois eles estavam realmente precisando de funcionários e eu não podia perder a chance de pegar experiência com uma brasileira me ajudando.
Ao entrar as 5 horas da tarde já comecei a limpar as bancadas onde os lanches eram feitos, os vidros da geladeira de refrigerante, espelhos, enfim, tudo que podia passar pano eu passei.
Mas o lugar tava tão cheio que logo já comecei a fazer lanches: fritar frango aqui, colocar pão com queijo ali, colocar batata pra fritar, pega peixe de um lado, coloca de outro, aí corre pra sala gelada pra pegar um peixe, volta, limpa, lava, varias coisas ao mesmo tempo. Claro que me impressionei com a limpeza do lugar, ou melhor, a falta de limpeza que tinha em todo lugar, e então decidi que não comeria mais em restaurantes, pois isso pelo que eu já sabia, era normal em todos os lugares, na verdade esse ainda tava limpinho, pois só vi uma barata durante as horas que trabalhei.
O dono do restaurante apareceu por lá e como viu que haviam duas novas funcionarias naquele dia, resolveu mandar lavar o restaurante todo na hora de fechar.
No restaurante trabalha a Mayara, a gerente, o Steven, um indiano bem simpático que já estava com a maior paciência comigo pois eu perguntava varias coisas pra ele e ele ensinava com a maior calma, e ainda me corrigia quando eu falava alguma coisa errada, e a Jéssica, outra brasileira que começou no mesmo dia que eu.
As horas passaram super rápido e logo o restaurante já estava fechado. Trabalhei 5 horas na maior correria mas a pior parte estava por vir, a faxina final: tem que tirar todas as comidas, levar pra sala gelada, limpar todos os vidros do balcão, todas as prateleiras, a chapa, o forno de assar frango, enfim tudo, pra depois limpar o chão. O chão não usa água como aí no Brasil faríamos. Aqui joga um produtinho, esfrega com a vassoura e depois limpa com uma espécie de vassoura de pano (aquelas que a gente vê o povo do Mc Donalds limpando o chão), agora imagina limpar o chão de um restaurante todo engordurado só assim? Ficou bem meia boca, mas quem olhava de longe até achava que tava tudo super limpo, mas eu ainda estava com as minhas duvidas. Cheguei em casa podre, agora deu pra notar que realmente não é brincadeira, é trabalho pesado mesmo, sem frescura, sem nojo, sem fraqueza, mas estava feliz pois tinha um emprego.

26/03/08

Hoje acabou a procura pelo apartamento. A Adri conseguiu alugar um apto pra gente morar. O apto fica na Queenscliff Road esquina com o mar..rss.
Para vocês terem uma idéia, quando eu cheguei aqui, o Junior e Adri me levaram nesta rua pra ver a vista que o lugar tinha, quando cheguei lá pensei “nossa morar aqui deve ser a coisa mais impressionante do mundo”, eles comentaram de um amigo que morava lá e um dia ligou pra eles pra falar que estava vendo golfinhos, e agora eu vou morar neste lugar, nem dá pra acreditar.
Não pude conhecer o apto por dentro, pois na hora que a Adri foi conhecer eu estava em aula, mas o prédio fica praticamente em cima da praia. A vista é pra praia inteira até Manly. Vou poder ir a pé pra escola. Quando vocês virem as fotos vocês vão entender bem o que eu quis dizer com “morar aqui deve ser a coisa mais impressionante do mundo”.

terça-feira, 18 de março de 2008

18/03/08

Ontem saí da aula e fui procurar emprego. Foi horrível. Varias vezes pensei: Meu Deus eu devia ter estudado inglês antes. Como é horrível as pessoas falarem com você e você não entender nada. Andei o Corso todo procurando um lugar vazio pra eu entrar pois estava morrendo de vergonha de tentar falar inglês em publico. Meu texto pra procurar emprego estava decorado, mas é claro, tinha as respostas das pessoas, e isso eu não ia entender com certeza. Encontrei um restaurante vazio, entrei e falei: I’m look for a job. Can I leave my CV? (Estou procurando trabalho, posso deixar meu Currículo?). Pronto essa foi a deixa para as pessoas desembestarem a falar e eu não entender nada. Depois de a mulher falar e falar e eu não entender, avisei que estava aprendendo o inglês, e pedi desculpa, ela falou de novo e só entendi experiência, avisei que não tinha, aí entendi que eles só contratavam com experiência. Pedi pra deixar meu CV de qualquer forma e saí.
Parti pra outro que também não entendi nada, mas o cara apontou pra rua e disse Manager, pensei: o gerente dele deve estar lá fora. Falei Ok e fui embora, afinal não entendi nada e não sabia quem era o gerente, mas pelo menos quando eu já estava saindo ele me desejou boa sorte.
Fiquei bem triste por não entender nada, mas todos dizem que é assim mesmo no começo.
Hoje por exemplo ligaram aqui em casa e eu estava sozinha, um cara falando sem parar e eu de novo não entendi nada. Não sei nem pra quem era, nem quem era. Só sei que falei que não tinha ninguém em casa (e eu era oque né...rss??) e ele disse que ligaria a noite. Se for alguém me oferecendo empregou, lascou !!!
Amanhã vou fazer uma limpeza na casa de uma amiga da Adri, meu primeiro trabalho. A poucos minutos a Adri me ligou dizendo que ela quer que eu vá uma vez por semana (Mãe, to igual a Rejane..rss), e que talvez me arrume um emprego num restaurante 4 vezes por semana, paga pouco mas eles ensinam direitinho. Vamos lá, to aqui pra isso, ninguém falou que ia ser fácil. Quando eu decidi vir eu sabia que ia trabalhar em sub-emprego e passar por situações como essa pela falta de inglês.
Mas logo logo isso vai passar e ainda vou dar muita risada de tudo isso.

terça-feira, 11 de março de 2008

10 e 11/03/08

Começa a segunda semana de aula. Toda segunda iniciam novos alunos na escola, então na minha turma que tinham 4 pessoas, passaram para 9. Agora são quatro brasileiros, um peruano, dois colombianos, uma chinesa e uma que ate agora não sei de onde é, deve ser tcheca, russa, sei lá o que, pra se ter uma idéia ela chama Stvilana (sei que é assim que fala, mas com certeza não é assim que escreve). Tem também a Chum Me, a Jumko, A Chum Me a Jumko só dão risada o tempo todo, elas olham pras pessoas e fazem: hihihihihi... muito engraçado, fora que elas carregam um computadorzinho que faz tradução do chinês pro inglês, e eu lá toda pobre com meu dicionário na mão..rss.
As aulas estão muito mais demoradas, afinal tem bem mais alunos agora para aprender né, e imagina os chinas pra falar inglês, é muito engraçado, não sai nada.
Hoje depois da aula, pela primeira vez dirigi aqui. Aqui a direção é mão inglesa, então tudo que eu aprendi no Brasil, não serve de nada aqui. O caminho de Manly para Collaroy foi uma comedia. Andava com o carro na faixa mais na esquerda, e o Junior toda hora mandando eu ir mais pra direita. Na hora de mudar de faixa, eu ligava o limpador de pára-brisas ao invés de ligar a seta, fora as vezes que fui mudar a marcha e metia o braço na porta procurando o câmbio, que na verdade tava na esquerda e não na direita.
Depois de muita risada no carro, chegamos em casa, sem nenhum risco no carro e nenhuma pessoa atropelada, não entrei na contramão e totalmente vivos.

09/03/07 - O Opera House

Meu primeiro tour efetivo foi hoje. Destino: Opera House.
Enfim conheci esse cartão postal tão famoso, que onde quer que você veja já sabe que é Sydney.
O passeio já começa de uma forma incrível, o meio de transporte é o Ferry. Um barco enorme que aqui é usado como um ônibus no mar. Só que ao invés de ter prédios do seu lado, você tem uma vista incrível. Quando se está no Ferry se vê tanta coisa que é difícil até de explicar (ainda bem que inventaram a câmera digital, assim vocês podem entenderem). Pra todos os lados que você olha a água é de um verde incrível, como disse a Adriana, aqui a gente entende o que é a cor verde água.
O tempo de viagem no Ferry de Manly pra City é de mais ou menos 30 minutos. Só a vista já vale a pena. Agora pensa, no fim do percurso você avista o Opera House e a ponte Harbour Bridge, os dois maiores cartões postais da Austrália. Incrivelmente lindo.
O “ponto final” do Ferry é no Circular Quay. O Opera House fica do lado, você chega lá a pé. Ponto turístico total, barraquinhas, lojinhas, turistas, e câmera fotográfica pra todo lado. Quando chegamos eu vi que não existem tantas escadas quando parece nas fotos, é mais tranqüilo do que parece...rss. Mas a estrutura do lugar é muuuito alta, muito legal. Quando eu cheguei lá, eu tive a mesma sensação de quando estive na Disney e vi o castelo da Cinderela, de novo pensei: Não to acreditando, to aqui mesmo.
Fiz meu papel de turista, milhões de fotos, poses, entrei no Opera House, mais fotinhos, lojinhas. Pronto, incrivelmente eu já conhecia o Opera House. Saímos de lá e fomos almoçar num lugar de panquecas bem conhecido aqui: Pancakes on the Rock, as panquecas estavam ótimas. Saímos de lá direto pra Darling Harbour, pra chegar lá passamos pela George Street, a Av Paulista de Sydney, lá fizemos uma paradinha no Shopping QVB (Queen Victoria Building).
Darling Harbour é uma bahia onde tem um outro lugar onde param barcos de transporte também, mas de tamanho menor, nesse lugar também tem vários Pubs, shopping, etc. De lá pegamos um barco para nos levar de volta ao Circular Quay para então pegarmos o Ferry que nos levaria de volta a Manly, e de novo mais uma viagem fantástica pelas águas de Sydney.
Chegamos em casa as 19 horas, estava super cansada de tanto andar. Nosso tour pelo Opera House foi ótimo, voltei com varias fotos e a certeza de que estou realmente em Sydney.

sexta-feira, 7 de março de 2008

07/03/08

Os dias estão seguindo tranqüilos e sem novidade.
Minhas aulas estão fluindo bem, ainda não falo inglês, mas já perdi o medo de ir nos lugares sozinha. Se eu entender ok, parabéns, se não, deixa pra lá...rss.
De uma frase inteira que as pessoas falam, eu geralmente entendo uma palavra, por exemplo: dkjfeowij ljepijk açeoiralf askjfeifja lksfja BEACH.
Ai penso, ok algo com praia. Na próxima frase pego outra palavra e assim eu penso que entendi o assunto, pois montei minha própria frase na cabeça.
Nas aulas acontece a mesma coisa, e é assim que a gente pensa que ta entendendo tudo. Uma palavra aqui, outra ali, e no final dá tudo certo.
Hoje a aula na parte da tarde foi num Museu. Foi engraçado, saímos da escola as 13:40, eu, o professor, o Alian (Peruano, não é colombiano, descobri hoje) e o Vicente, o outro brasileiro, e fomos todos passear no museu para ter uma aula meio que pratica. Manly Art Gallary & Museum. Ele falava, falava, falava, eu só entendia algumas coisas. Se entender coisas normais já é difícil imagina obras de arte e coisas do museu. Praticamente impossível, mas foi bem legal, pena que não pude tirar foto, pois é proibido.
To sentindo muita saudade de todos, e saudades de estar em casa sabe, ainda não é minha casa, talvez quando a gente se mudar isso mude também, mas por enquanto parece que tudo é emprestado, é estranho.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Today is my first day

Treinei essa frase pro meu primeiro dia de aula, pois precisava de cara falar algo assim que entrasse na escola. Bem cheguei, fui até a recepção e: Today is my first day. Foi o inicio de tudo. A mulher desembestou a falar e eu não entendi nada. Nada. Nada. Ela desenhou no papel: 4 – 8:30 pm. Entendi, minha aula era essa hora. Ok. Ela continuou falando e eu: Sorry. Sorry. Sorry. Até que veio um cara falar em português comigo. Você esta na turma da tarde, volta as 4 horas. Agradeci e saí.
Odiei. Só queria chorar. Fui pra agencia pra avisar o Ju que iria pra casa pra voltar a tarde. Ele ligou na escola porque tinha certeza que minha aula era de manhã. Deu meia hora ele disse: Sá já ta tudo certo, pode voltar pra escola. Eu pensei: Ah não, eu não quero. Mas fui, pedindo a Deus pra me fazer entender, e como diria a Tilene, abrir meus ouvidos pro inglês. Cheguei lá a mesma topeira da recepção já foi me pedindo desculpas, pois tinha visto outra Sabrina, também brasileira que estava na turma da tarde. Me deu algumas coisas pra preencher e pediu que eu esperasse 20 minutos. Entendi tudo. Passado o tempo o professor me chamou e já me colocou na sala de aula. Eu, mais dois brasileiros e um colombiano. A aula é super didática, claro que tudo em inglês, mas da pra entender algumas coisas. Tem horas que eu não entendo uma palavra, mas tem horas que eu entendo tudo. É engraçado. Rob é o nome do meu primeiro professor, ele faz gesto, dança, escreve, por isso que a gente entende. No primeiro intervalo fui almoçar com o Ju. Fomos comer sushi na praia do Ferry (onde o barco sai, depois tem fotos) e então voltei pra sala de aula bem mais confiante. My first day começou horrível, mas terminou tranqüilo. Quando eu saí da escola pensei: Yes eu posso tudo. Comecei a andar pelo Corso e tudo estava mais bonito. A rua lotada, a praia bombando de gente, o dia tava lindo, um sol maravilhoso. Comecei a andar pelo Corso, fui até a praia, fiquei lá sentada uns 20 minutos só olhando a paisagem. Sai pra andar por Manly, voltei pro Ferry pra tirar umas fotos. Quando sentei em um outro ponto (diferente do almoço) e comecei a ver aquela paisagem, pensei: Meu Deus obrigado por me permitir ver isso. É um privilegio poder ver aquela cena. Que lugar lindo. A paisagem é fantástica, cheguei até chorar sentada ali. A gente tenta descrever o que vê aqui, mas só vendo pessoalmente pra entender o que é. Quando a Adri me contava eu pensava: ok é uma praia, umas montanhas, uns barcos. Mas é muito mais que isso. É tranqüilidade, segurança, um sol quente, um vento gelado. Fiquei sentada lá por muito tempo e pensava: Ninguém vai vir aqui me roubar, aqui é outro mundo. Saí da escola as 2:50 e só voltei quase 5 horas pra agência porque o Ju ia me dar carona pra casa.
Fomos pegar o carro no Castelo que tava com o Ro. Mais uma vez me impressionei com aquele lugar, por que a outra vez só tinha passo em frente, ontem entrei na aérea do Castelo. È impressionante como é bonito, fora a vista né, pois ele fica bem no alto de uma montanha, então lá de cima da pra ver a praia (e da minha sala de aula eu vejo o Castelo também).
É difícil explicar o que senti hoje, no “My first day”. Só realmente estando aqui pra entender o que é esse lugar.

sábado, 1 de março de 2008

Acordei cedo, 7hs já estava de pé. Saí na varanda e vi a praia, lindo com o sol ainda baixo e um vento muito gelado. As pessoas caminhando e o mar calmo. Hoje é dia de procurar um apto novo. Aqui pra olhar aptos pra alugar tem hora marcada, saí até no jornal de que horas a que horas é a inspeção. Tinha um apto as 10:20. Saímos pra tomar café, aqui não tem pão na chapa como estamos acostumados. Compramos o café e fomos tomar café na beira da praia do Manly. Mais uma vista linda. Não encontramos nenhum apto bom então saímos pra fazer minhas compras, precisava de travesseiro e cobertor e ainda não podíamos voltar pra casa, pois nosso apto também está sendo vistoriado pro novo aluguel. Entramos no shopping e fomos uma loja parecida com as lojas Americanas, compramos o que precisávamos e o mais legal, na hora de pagar eles possuem caixas sem funcionário, você vai lá, passa o produto no leitor do código de barras e obrigatoriamente tem que colocar na sacola, se não ele não segue com a leitura. Você termina, coloca o dinheiro, ele dá o troco. Um espetáculo, adorei isso...rss.. realizei meu sonho de ser caixa de supermercado.
Um pouco mais a noite fomos levar o Murilo pra trabalhar no Castelo onde o Ro trabalha. Literalmente é um castelo. O lugar é lindo, to morrendo de vontade de trabalhar lá também. Os dois trabalham lá de kitchen hand, que é um ajudante de cozinha.
Seguimos pra mais um tour, fomos até uma espécie de mirante, North Head, o lugar mais lindo que eu já vi na vida. Vou ter que voltar lá pra tirar uma foto depois pra vocês poderem acreditar. Com a vista da praia e da bahia de Sydney, um espetáculo a parte.
Ao voltar pra casa paramos no posto de gasolina, e eu mais uma vez me diverti abastecendo o carro. Já fui caixa de supermercado e frentista num dia só.

O inicio - de 27 a 29/02

Uma viagem começa sempre pela despedida. E é a hora mais difícil, minha família, o Ro, meus amigos. Dar tchau pra todos eles me fez pensar porque eu tava indo. Deixei meu pai num choro que só de lembrar dói o coração. Quando entrei na área do embarque internacional pensei: O que eu to fazendo?? Passei pela PF chorando, e fui correndo pra um orelhão ligar pra eles pra saber como meu pai tava. Mas graças a Deus ele já estava melhor, e todos estavam na Anvisa tomando vacina. Será que eles vão vir me visitar?? Rss,
Embarquei. As 16 e alguma coisa do dia 27/02. Graças a Deus todos os vôos foram super tranqüilos. Primeira parada: Santiago no Chile. Duas horas esperando o próximo embarque pra Auckland, Nova Zelândia. O vôo mais longo, 13 horas sobre o Oceano, indo por baixo, perto do Pólo Sul, pois assim a viagem é mais curta. Nessa espera do próximo embarque conheci as primeiras pessoas, brasileiros também indo pra Sydney. Dois casais de senhores que estavam indo ver os filhos. Conversamos bastante pois o vôo atrasou uma hora pra sair. Meu primeiro contato com os gringos foram para avisar uns senhores que nosso portão de embarque havia mudado. Lá fui eu: Change Gate eighteen. Change gate eighteem. Entramos no avião. Quem senta do meu lado? O Shrek. Um Neo Zelandes enorme, igualzinho o Shrek. Pensei: Nunca vou conseguir levantar pra ir no banheiro. Com o tempo (e isso tínhamos bastante) começamos a conversar, meio tupiniquim, porque de cara avisei que I don’t speek english. Mas a gente falava uma palavra aqui, um gesto ali e descobri que ele era bonzinho mesmo igual o Shrek. Era professor numa universidade e arqueólogo. Tava vindo do Chile e ano que vem iria para a Amazônia. Grande progresso, varias palavras. Quando ele perguntou quantos habitantes haviam em São Paulo, lascou, e pra falar milhões...rss. O vôo é longo, todo o tempo é noite. Dormi a maior parte do tempo, graças a Deus, assim passou mais rápido, cada vez que acordava, olhava pela janela e via sempre as mesmas estrelas, mudavam as horas e as estrelas estavam na mesma posição sobre a asa do avião. Pensei: Não é possível, isso aqui ta parado, por isso demora tanto. Quando chegamos na Nova Zelândia, tivemos que descer do avião. Por questão de segurança eles exigem que todos os passageiros em transito passem pelo raio X. Descemos, passamos, voltamos para o avião para seguirmos para Sydney. Agora quem sentou do meu lado era um hippie com asa. Como ele tava fedido. Mas quando deu 6hs da manhã no horário local, e por volta das 14:15 horário de Brasília, o sol começou a nascer sobre o céu da Nova Zelândia. Inesquecível. Só faltou mesmo a câmera pra registrar esse momento e o Rô do meu lado pra ver isso comigo. Alias a viagem pra Sydney só teve imagens lindas. Quando estávamos chegando, o sol atrás do avião, e refletindo sobre as nuvens a sombra do avião, parecia tão pequeno sobre tantas nuvens. Depois de 3 ou 4 horas de vôo começamos a descida. Pra minha sorte, afinal 10 minutos não faziam diferença, o aeroporto de Sydney estava cheio, então tivemos que dar umas voltinhas sobre Sydney. Eram 7 horas da manhã horário local. O Sol brilhando. Já avistei a cidade. Que lindo. Derrepente vejo o Opera House. Pensei: Caracas to aqui. Não tava acreditando. A ponte Harbor. Meu Deus mas que cidade linda. Tudo muito verde, muita praia, muitos barcos. Aqui já era dia 29/02. Em São Paulo ainda era dia 28 e por volta das 18hs. Pousamos com tranqüilidade, e desembarquei. Dri e Junior me esperando. Quanta saudade. Fomos pro carro já começa a dificuldade. Mão inglesa. Pegamos um pouco de transito e eu tava tensa...rss parecia que os carros viriam na nossa direção. Atravessamos a cidade e já fiz um tour. Me levaram pra ver o Opera House de perto e passamos pela ponte. É tudo muito bonito mesmo. Chegamos em casa, um apto no terceiro andar de um predinho baixo da Collaroy St. O apto é lindo, bem clean, tudo bem novo. Deixamos as malas, tomei um banho e saímos pro Manley pois a Adri precisava trabalhar e eu não podia dormir pra ir acostumando com o horário. A Information Brazil fica bem no The Corso, uma praçinha com varias lojas, e fica bem em frente a praia. A agência é um lugar bem informal onde os estudantes estão a toda hora. Passamos a tarde toda lá e o Ro me ajudou a abri uma conta do banco. Voltamos, fizemos compras no mercado e de volta pra casa.